Cravo da Índia – Um alimento que tira a dor-

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Cravo da Índia

  – Um alimento que tira a dor-

Na antiguidade, mais precisamente em toda a história da humanidade antes da primeira guerra mundial, não se conheciam os anestésicos bloqueadores que atualmente a medicina é pródiga em aplicar sempre que qualquer procedimento implique em dor. Entretanto tudo que o homem experimenta de problemas hoje sempre aconteceu, inclusive quase tudo o que se refere a atos cirúrgicos, a traumatismos, síndromes dolorosas e etc. Diante disso a pergunta que surge é: Como é possível!? E as dores de dente? E os cortes e fraturas? E as dores de cabeça mais agudas? E as cirurgias…?
Pois é. Antes dos anestésicos o que existia era sem dúvida uma relação psicológica diferente do ser humano com a dor, e as substâncias analgésicas. Mas para avaliar isso corretamente é preciso entender duas coisas: os analgésicos apresentam mecanismos bioquímicos e bioenergéticos que modificam a relação do corpo e da mente com a dor sem suprimi-la 100%, e isto possui prós e contras. Já os anestésicos bloqueiam a sensibilidade nervosa por interferir violentamente na condutividade destes tratos celulares, o que também possui vantagens e desvantagens.
O óleo de cravo da índia é um dos mais antigos doadores de princípios ativos analgésicos, e como tem tropismo por tecidos altamente mineralizados, foi sempre muito utilizado para deter a dor de dente e das afecções osteo-articulares que envolvessem tecidos internos expostos e dor. Sabemos hoje que seu ativo mais importante é o eugenol, um peptídeo que curiosamente se apresenta também como um tônico altamente antisséptico. Entretanto, justamente por isto parecer uma contradição fitoquímica(um analgésico que não tem atividade sedativa!?), o óleo de cravo a muito é intensamente pesquisado e seu “screen” de utilização não para de crescer. Sabe-se, por exemplo, que o eugenol também apresenta propriedades antiinflamatórias, anti-histamínicas e adstringentes, o que o coloca como um excelente adjuvante para deter hemorragias e realizar cicatrizações em tecidos pouco irrigados. Daí seu grande potencial para um dia ser utilizado como acelerador na recuperação de cortes cirúrgicos, de queimaduras, em extrações dentárias e muitos outros procedimentos médico-odontógicos que por vezes complicam muito em função da impossibilidade de utilização das drogas anestésicas modernas.
Para completar a lista de vantagens a dose tóxica do óleo de cravo é extremamente alta! Algo como 2g/kg em um rato, o que no ser humano significa que alguém teria que tomar muito mais que um litro do óleo puro para se intoxicar com isso. Assim o uso deste óleo é extremamente seguro posto que a maioria das prescrições utilizam o chá dos botões, as tinturas alcoólicas ou os óleos medicados com as folhas e botões, que são apresentações que oferecem concentrações de óleo bem baixas. Portanto, em caso de necessidade não se acanhe: faça seus bochechos, use como condimento e tudo o mais que a tradição te aconselhar.

Texto por: Túlio Americano
Imagem: http://www.artom.com.br/

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